Defesa em Execução Fiscal: Como evitar a penhora de bens

Defesa em Execução Fiscal: Como evitar a penhora de bens

Defesa em Execução Fiscal – Você abre o portal do banco ou tenta realizar um pagamento e, de repente, o sistema acusa um erro. Ao investigar, o susto: um bloqueio judicial. Para quem empreende no Brasil, a Execução Fiscal é um dos maiores fantasmas. O fisco não costuma bater à porta para conversar; ele entra direto com o pedido de penhora.

Mas o que muitos empresários não sabem — e até alguns advogados deixam passar — é que receber uma citação de execução fiscal não significa, necessariamente, que o dinheiro deve sair do seu caixa agora. Existem defesas estratégicas que podem anular o processo antes mesmo de você precisar dar um centavo em garantia.

O perigo do SisbaJud: A “canetada” que trava a operação na Execução Fiscal

Antigamente, o bloqueio de contas era lento. Hoje, com o sistema SisbaJud, a ordem de penhora acontece em tempo real e de forma abrangente. O juiz aperta um botão e o saldo de todas as suas contas pode ser retido.

Se a sua empresa for surpreendida por isso, a primeira coisa é manter a calma e analisar a legalidade da cobrança. Muitas vezes, o fisco comete erros formais na Certidão de Dívida Ativa (CDA) que tornam todo o processo nulo.

1. Exceção de Pré-Executividade: A defesa sem riscos

Essa é, sem dúvida, a ferramenta mais poderosa para proteger o patrimônio imediato. Diferente dos “Embargos à Execução”, onde você geralmente precisa garantir o valor da dívida (depositando dinheiro ou oferecendo bens) para poder se defender, a Exceção de Pré-Executividade permite que você ataque a execução de imediato.

Se houver uma prescrição (a dívida é muito antiga) ou um erro flagrante no cálculo do imposto, podemos apresentar essa defesa. O objetivo aqui é matar o processo no berço, sem que o empresário precise imobilizar seu capital de giro.

2. Substituição da Penhora: Dinheiro não é a única opção

A Receita e as Procuradorias sempre vão querer dinheiro vivo via SisbaJud. É o que eles chamam de “ordem de preferência”. No entanto, o princípio da menor onerosidade ao devedor (Art. 805 do CPC) diz que a execução deve ser feita da forma menos prejudicial para a empresa.

Se o bloqueio de dinheiro for inviabilizar o pagamento da folha de salários ou de fornecedores essenciais, o Judiciário permite a substituição da penhora por:

  • Seguro-garantia judicial: Uma apólice que garante o débito sem tirar liquidez do caixa.

  • Fiança bancária: O banco garante o valor enquanto discutimos o mérito.

  • Bens móveis ou imóveis: Desde que bem avaliados e com liquidez.

3. O Redirecionamento para os Sócios

Um erro comum é achar que o patrimônio da pessoa física está 100% seguro. O fisco tenta, a todo custo, redirecionar a dívida para o CPF dos sócios (o famoso Artigo 135 do CTN).

A defesa aqui é técnica: a simples inadimplência não gera responsabilidade do sócio. Para o seu patrimônio pessoal ser atingido, o fisco precisa provar que houve excesso de poderes, infração à lei ou dissolução irregular da empresa. Se não houver prova disso, o CPF deve ser excluído da lide imediatamente.

4. Prescrição Intercorrente: O processo que “dorme”

Muitas execuções fiscais ficam paradas nos tribunais por anos porque o Estado não encontra bens ou não movimenta o processo. Se a execução ficar paralisada por mais de 5 anos por inércia do fisco, ocorre a prescrição intercorrente.

Isso significa que o direito de cobrar morreu. É uma das formas mais eficazes de limpar o passivo tributário de empresas que carregam dívidas antigas no balanço.

Conclusão: Antecipe-se ao bloqueio

O segredo para evitar a penhora de contas não é apenas uma boa defesa após o bloqueio, mas uma vigilância constante. Quem age de forma preventiva consegue oferecer garantias mais baratas (como o seguro-garantia) e evitar que o oficial de justiça bata à porta ou que o sistema bancário trave as operações.

Se a sua empresa recebeu uma citação ou já está sofrendo ameaças de bloqueio, o caminho é a análise técnica da CDA. Muitas vezes, o que parece uma dívida impagável é apenas um erro burocrático esperando para ser contestado.

Se você precisa de um advogado defesa execução fiscal: Clique aqui

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Email

FALE COM ADVOGADO ESPECIALIZADO

Vamos conversar?

Falta pouco! Coloque seu nome, email, telefone e descreva seu caso.

Geral

Ficht Advocacia - escritório de advocacia em Goiânia, escritório de advocacia tributária, advogado tributarista goiânia, advocacia cível, advocacia civel, Advogado Civilista Goiânia, advogado civel goiania, advocacia imobiliária, advogado imobiliario, advogado imobiliário goiânia, agendar consulta jurídica, advogado em goiania, advogado em goiânia, advogado goiania whatsapp, advogado goiânia whatsapp, Suporte e Dúvidas Jurídicas, Advogado Trabalhista Empresarial, advogado trabalhista para empresas, Defesa em Execução Fiscal, advogado execução fical, advogado execução fiscal goiania, Isenção de Imposto de Renda por Doença Grave, advogado isenção de imposto de renda, Blog Jurídico, Contato | Advogado Whatsapp Goiânia, malha fina, malha fina receita federal, defesa malha fina, Advogado de Família, Advogado de Família em Goiânia, advogado de sucessões, advogado de sucessões em Goiânia, advogado defesa de execução cível, defesa de execução, Divórcio Extrajudicial e Judicial, advogado divórcio goiania, Advogado de Inventário, advogado de inventário goiania, Guarda e Pensão Alimentícia, advogado de guarda, Advogado de Holding Familiar, advocacia holding familiar, Regularização de Imóveis e Usucapião, advogado Regularização de Imóveis e Usucapião, advogado Regularização de Imóveis goiania, advogado usucapião, defesa em reclamação trabalhista, advogado defesa em reclamação trabalhista